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- Wystffjof
- José F. Barbosa, Presbítero serve a Deus na Igreja de Deus em Ananindeua – PA. Estuda a Palavra de Deus há 16 anos. Nascido na Cidade de S. Miguel do Guamá – PA. Tem 59 anos, é casado e pai de quatro filhos. Reside em Ananindeua - Pará – Brasil.
Ministérios na Igreja
Ministério Pessoal
1ª Leitura (I Pedro 4.10-11).
Objetivo do Estudo
Decidir exercer o seu ministério na igreja.
Introdução
O grande problema que a igreja enfrenta hoje, para fazer o trabalho de Deus, é o pequeno envolvimento dos fiéis.
Há muito trabalho para ser feito, grande expectativa para ser atendida e pouca participação da maioria.
O escritor Jofbasa comenta: “Transformamos o trabalho cristão num esporte de espectadores. O limite do envolvimento do membro comum é quase o mesmo do fã de futebol. Grita muito, querendo ensinar como o jogo deveria ser jogado, mas não contribui com nada além de suas críticas”.
A onda da “terceirização” é uma realidade na Igreja hoje.
Mas, como resolver este problema?
O que devemos fazer para combater tamanha omissão?
Creio que a melhor maneira é através da conscientização de cada membro da Igreja. Esta conscientização se fará com o ensino da Escrituras acerca do ministério de Cristo Jesus e muita oração.
1ª-O que é a Igreja de Deus?
Na Palavra de Deus, a Igreja é vista essencialmente como “a comunhão dos santos”, isto é, “a reunião dos que são partícipes de Cristo Jesus e das bênçãos que nele há” (Jofbasa).
A Igreja de Deus não é resultado da ação humana, mas sim de Deus. A Igreja é uma instituição divina e tem Cristo Jesus como o seu reorganizador. As grandes religiões do mundo foram fundadas por homens pecadores, enquanto a Igreja de Deus foi criada pelo próprio Deus. “Deus o criou; homem e mulher os criou” (Genisis 1: 27). Deus e seu filho Jesus é o fundamento espiritual da Igreja, “Deus é espírito” (João 4:24). “Deus a cabeça de Cristo” (I Coríntios 11:3). “Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? (João 14:10).
Como instituição humana, ela está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, do qual Cristo é a “principal pedra da esquina” (Efésios 2:20b). Jesus afirma: “Edificarei a minha igreja”. Cristo e Deus é o proprietário e edificador da Igreja de Deus. A comunhão da Igreja é produzida e mantida pela presença e pela ação permanente do Espírito Santo: “Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer Judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (I. Coríntios. 12:13).
A Igreja de Deus é o povo de Deus. No Antigo Testamento, Deus distingue Israel das outras nações chamando-o de “meu povo”: “Disse ainda o Senhor: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito...” (Êxodo. 3:7). O próprio Deus passa a ser conhecido como “o Deus de Israel” – “Depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto” (Êxodo. 5:1). A identidade de Israel baseava-se na relação especial que mantinha com Deus.
No Novo Testamento este conceito ganha estabilidade e dimensão. Em Jesus Cristo, o povo de Deus ganha identidade. “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus. 1:21). Independente de ser israelita ou não, o povo de Deus é formado por todos aqueles que estão em obediência á Deus, á Cristo, ao Evangelho do Reino, ao Espírito do SENHOR e aos mandamentos do Deus Altíssimo ( ..Efésios. 2:11-22; Tito. 2:14). “Vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” (I. Pedro. 2:10).
Há três idéias básicas que estão ligadas a este conceito.
1-O Povo de Deus é um Povo Escolhido por Ele.
A igreja é uma comunidade de pessoas escolhidas pelo próprio Deus. Moisés afirmou: “O Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra” (Deuteronômio. 7:6). “Vós, porém, sois raça eleita...”afirma Pedro (I. Pedro. 2:9). Jesus disse: “Não foi vós que escolhestes a mim, mas Eu vos escolhi vós” (João 15:16).
2-O Povo de Deus é um Povo Chamado por Ele.
O chamado de Deus é a essência do conceito neotestamentário sobre Igreja. “EKKLESIA” significa a comunidade daqueles que foram chamados e reunidos em Cristo Jesus e por Cristo Jesus (Mateus. 16:18). “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou... (Romanos. 8:30).
3-O Povo de Deus é um Povo Comprometido com Ele.
Deus e o seu povo estão comprometidos através da aliança da graça. Por meio dessa aliança e de sacrifício, Jesus introduziu cada servo na presença imediata de seu Pai Deus, o Criador, transformando cada servo em sacerdote junto a Deus. Esta comunhão com Deus dispensa a mediação de qualquer outro servo ou casta sacerdotal. Sob a nova aliança, cada cristão está capacitado para cumprir as funções sacerdotais. “Porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes” (Apocalipse. 5.9-10).
2ª-Sacerdócio dos servos de Deus.
Cada pessoa que faz parte da Igreja de Deus foi chamada por Deus para exercer um ministério. Jesus, por causa do seu sacrifício, fez de seus servos, sacerdotes de Deus, isto é, pessoas cujo serviço Deus aceita. “Aquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai... “ (Apocalipse. 1.5-6).
Isto nós chamamos de “sacerdócio universal dos servos”.
Deus não faz separação entre servos e filhos seus. Todos são sacerdotes, pois não há diferença de identidade entre os servos. Há sim, uma distinção de papel, na maneira pela qual cada um serve ao outro.
Mas, quais são os sacrifícios oferecidos pelo servo no exercício do seu sacerdócio?
1-Sacrifícios Espirituais (I. Pedro 2.5).
2-Sacrifícios de Louvor (Hebreus 13.15).
3-Sacrifícios do Trabalho pelo Próximo (Hebreus 13.16).
4-Sacrifícios da Nossa Vida como Oferta a Deus (Romanos 12.1).
3ª-O ministério pessoal de cada servo de Deus.
“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos (mandamentos) de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as cousas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos. Amém” (I. Pedro 4.10-11).
O apóstolo Pedro nos oferece neste texto uma síntese teológica do serviço de cada servo.
4ª-Vejamos seis pontos principais no ministério pessoal de um servo (cristão):
1-A Vida na Igreja é Vida de Serviço aos Outros.
“Servi uns aos outros” é uma convocação para sairmos de nós mesmos e nos voltarmos para os outros. A palavra “servi”, no grego “diakonuntes”, indica que devemos prestar serviço ao outro sem medir esforço, quer por palavra ou ação. O referencial é Deus e seu filho Jesus. “Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10.45).
2-Cada Servo foi Capacitado Individualmente para o Serviço e obra de Deus.
Cada servo recebeu, da parte de Deus, um dom espiritual para o serviço dentro do contexto da Igreja. Não existe servo incapaz ou inútil. “Cada um conforme o dom que recebeu”, diz Pedro. (I Coríntios 12; Romanos 12; Efésios 4). Todos estão nivelados, pois, todos são importantes uns para os outros.
3-Cada Servo é Mordomo no ministério do SENHOR.
“Como bons despenseiros da graça” indica que receber um dom espiritual é possuir um “depósito da graça”. É ser um “mordomo”. Na Igreja de Deus, temos o ministério de suprir uns aos outros, como bons despenseiros de Deus. Cuidado, peço-lhes seja um mordomo fiel (I Coríntios 4.2; Lucas 12.42-48).
4-A Graça de Deus é Multiforme.
Se a graça de Deus é multiforme, os dons são também múltiplos. É um erro limitar os dons a uma lista fixa. Deus dá dons de maneira multiforme, sempre que houver necessidade no serviço da sua Igreja (Êxodo 31.1-11).
5-A Distinção entre os Dons é Funcional.
Pedro classifica os dons em duas categorias: Dons da comunicação (pregação, ensino etc.) que devem ser exercidos de acordo com a Palavra de Deus. A PALAVRA DE DEUS é o “diapasão” da comunicação da Igreja, isto é, do povo de Deus. Dons do serviço (contribuição, misericórdia etc.) que devem ser realizados na medida que Deus supre a cada um.
6-O Objetivo Final do Trabalho de um servo é a Glória de Deus.
Quer na comunicação da Palavra ou no serviço de amor, o objetivo é a glória de Deus: “Em todas as cousas seja Deus glorificado”: A intenção de quem trabalha deve ser sempre agradar a Deus e seu filho Jesus (Mateus 25.31-46).
Conclusão
O pouco envolvimento dos servos de hoje, no trabalho da Igreja, não deve ser visto como ausência de competência ou incapacidade espiritual. A PALAVRA diz que todo servo é “um depósito da graça” de Deus. Ele tem o Espírito do SENHOR e conseqüentemente, dons espirituais. “A manifestação do Espírito é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso” (I Coríntios 12.7).
Precisamos redescobrir o conceito na Palavra de Deus do “sacerdócio universal do servo”. Esta doutrina responsabiliza o servo perante Deus e a sua Igreja, isto é sua família, a fim de que o mesmo sirva no ministério santo. Cada servo é um cooperador capacitado por Deus em seu ministério para ministrar o evangelho, e ocupar o cargo designado por Ele, e Cristo Jesus. (I Coríntios 12.28,29).
PRADC ADAPTD WYSTFFJOF
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